A confeitaria fina passou anos olhando pra fora: macaron, red velvet, cheesecake. Em 2026, o espelho virou. A palavra da vez nos salões de confeitaria é brasilidade — e quem cresceu comendo doces brasileiros tradicionais tem todo o direito de sorrir: o doce de roça sempre esteve certo.
O que a confeitaria descobriu agora
Na Celebra Show 2026, maior vitrine do setor de celebrações em São Paulo, a curadora de confeitaria Vanessa Marraschi cravou: a brasilidade é a principal tendência de 2026, “um resgate de amor pelo país”. Cumaru, cacau brasileiro, cachaça artesanal e frutas regionais tomaram o lugar dos ingredientes importados nas criações mais disputadas.
Não é nicho pequeno: segundo a Abip, o setor de panificação e confeitaria movimenta mais de R$ 160 bilhões por ano no Brasil.
E a segunda tendência apontada pelo evento? Nostalgia — receitas e estéticas que devolvem o gosto de outras décadas.
O doce de roça nunca saiu de moda — só saiu de vista
Junte brasilidade com nostalgia e o resultado tem nome: doce de pote. Doce de abóbora coração, doce de batata, geleia de mocotó, paçoca rolha, cocada, copinho de banana, doce de milho verde.
Enquanto a alta confeitaria redescobre o Brasil como conceito, o doce de roça sempre foi o Brasil como prática: fruta da terra, tacho, paciência e receita passada de mão em mão. Ele não entrou na tendência — a tendência é que finalmente chegou até ele.
Tradição com escala: como o doce de roça chega ao país inteiro
O desafio do doce de roça sempre foi a distância: ou você tinha uma vó que fazia, ou ficava sem.
É esse o espaço que a Bruju ocupa desde 2012, em Barretos/SP: uma fábrica de 2.200 m² que produz cerca de 550 mil doces por dia sem trair o tacho — a receita continua de roça, o processo é que ganhou aço inox, rótulo e nota fiscal. É a indústria blindando a tradição, não substituindo.
Com centro de distribuição em Hortolândia/SP e frota própria, o doce que era privilégio de quem tinha fazenda na família hoje chega a qualquer endereço do país.
Como provar a tendência sem sair de casa
Se 2026 é o ano de redescobrir o doce brasileiro, comece pelo clássico: um pote de doce de abóbora coração ou uma paçoca rolha da loja oficial da Bruju na Shopee.
A confeitaria de festa que abrace a brasilidade — o seu armário pode abraçar primeiro.
Perguntas frequentes
O que é “brasilidade” na confeitaria?
É o movimento de valorizar ingredientes, receitas e referências do Brasil — cacau nacional, frutas regionais, técnicas e memórias da cozinha daqui — em vez de copiar tendências importadas. Foi apontada como a principal tendência de 2026 pela curadoria de confeitaria da Celebra Show.
Doce de roça e doce gourmet brasileiro são a mesma coisa?
Não. O doce gourmet parte da técnica de confeitaria e usa o Brasil como inspiração. O doce de roça parte da receita tradicional — tacho, fruta, açúcar e tempo — e existe muito antes de virar tendência. Um é releitura; o outro é a origem.
Onde encontrar doces brasileiros tradicionais de verdade?
Procure quem tem história e procedência: fabricante identificado, rótulo completo e nota fiscal. Os doces da Bruju, feitos em Barretos/SP desde 2012, estão na loja oficial da marca na Shopee, com entrega para todo o Brasil.